Utilizar os dispositivos como tablet, computador e smartphone na rede doméstica pode trazer uma sensação de segurança pois há medidas de proteção básicas como o uso de senha e firewall. Mas tais medidas de segurança podem não ocorrer em ambientes públicos, como uma cafeteria ou hotel, por exemplo. Por ter um grande fluxo de pessoas, alguns estabelecimentos dispõe de Wi-Fi sem senhas, criando um ambiente de risco para pessoas má intencionadas interceptar o tráfego e espionar sua navegação. A maioria desses estabelecimentos não dão importância suficiente para segurança digital, os deixando vulneráveis e desprotegidos.

De acordo com o relatório desenvolvido pela Norton, mais de 55% dos pesquisados não resistem a uma conexão wi-fi em ambientes públicos, ainda mais se essa conexão for de graça e não tiver senhas. Do ponto de vista da cibersegurança, logar a uma rede Wi-Fi de baixa segurança faz com que haja a possibilidade de ser hackeado, mesmo que você não identifique o ataque.

Um ataque silencioso que pode ocorrer é o ataque man-in-the-middle - homem no meio. Vamos supor que você saia para almoçar com um colega de trabalho e converse sobre informações confidenciais da empresa com ele. Porém, você não percebeu que colaborador da empresa concorrente de vocês está logo atrás e se atentou ao diálogo, agora tendo informações valiosas sobre a companhia. O ataque de man-in-the-middle ocorre da mesma maneira, mas no âmbito digital. É necessário que haja três elementos:

  • A vítima
  • O cibercriminoso ou homem no meio
  • A aplicação, website ou até mesmo uma outra pessoa

 

 

Há duas maneiras de capturar essas informações:

1) Ao hackear uma conexão sem fio verdadeira (tipo de um hotel), o autor se passa por uma “página legítima” do estabelecimento para que você faça o login para que ele consiga capturar seus dados pessoais e bancários. Assim que você fornece seus dados cadastrais e de login, a informação fica disponível para o hacker fazer o que bem entender com ela. Ou então, em uma conversa numa aplicação que não tenha criptografia de ponta, ele pode espionar as conversas que você tenha com outras pessoas.

2) Se colocando no meio de duas comunicações: entre você e o servidor que está acessando - internet banking, redes sociais, email, etc. É um ataque simples e muito usado em espaços que não utilizem senhas nas redes sem fio.

Essa espionagem pode ser direcionada a uma pessoa específica para roubo de informações ou pode usar o indivíduo como bode expiatório para usá-la em outros ataques.

Como se manter seguro nesses ambientes:

O que nós recomendamos é:

  • Usar uma Virtual Network Private ou VPN. A VPN vai criptografar seus dados, isso faz com que você trafegue seus dados com segurança caso precise acessar aplicações de cunho financeiro ou confidencial;
  • Se atentar ao redor quando fizer login para que não tenha pessoas que possam vigiar os dados que você está inserindo no dispositivo;
  • Se conectar em sites que tenham a URL apenas com o HTTPS e não com o HTTP;
  • Se desconectar de wi-fis que tenham conexão automática;
  • Usar autenticação de dois fatores;
  • Manter os softwares dos dispositivos na versão mais recente.

Por fim…

Recapitulando, a conexão em espaços públicos oferece uma segurança digital precária. É sempre bom ter em mente que se conectar na internet em ambientes públicos é um risco. E para minimizar os riscos, as orientações que damos é, caso realmente precise se logar, não entrar em contas que podem expor dados sensíveis ou sigilosos como: aplicativos de banco, e-mail de trabalho, documentos de alta relevância, redes sociais ou sites onde seu cartão de crédito está cadastrado. Deixe para usufruir desses serviços e aplicativos em um ambiente seguro e de confiança.

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