Segundo a empresa Threat Fabric, a fraude foi desenvolvida por um cibercriminoso conhecido como “Go1ano”, já ligado a outros ataques contra bancos. O criminoso utiliza uma página que imita a Google Play Store para convencer os usuários a baixarem o aplicativo, criando uma falsa sensação de legitimidade.

PhantomCard: App falso  Clona cartões via NFC

O que é o PhantomCard? Entenda o malware que transforma o NFC em arma contra cartões físicos

O PhantomCard é um malware móvel que se disfarça como o aplicativo “Proteção Cartões”, mas, na prática, opera como uma ferramenta criminosa baseada no modelo malware-as-a-service (MaaS). Desenvolvido a partir de uma estrutura clandestina de origem chinesa, o código foi adaptado para o mercado brasileiro e passou a ser distribuído por um ator conhecido como Go1ano.

Diferente de golpes anteriores focados na geração de cartões virtuais fraudulentos, o PhantomCard representa uma evolução técnica: ele captura dados reais de cartões físicos via NFC e os retransmite em tempo real ao atacante, permitindo que o criminoso utilize o cartão como se estivesse fisicamente com ele.

Como o PhantomCard funciona na prática

O grande diferencial do PhantomCard está no seu modo de operação em relé, conhecido como relay attack. O aplicativo malicioso atua como intermediário entre o cartão físico da vítima e o dispositivo do criminoso.

Etapas do golpe com NFC

  1. Distribuição via engenharia social: A vítima é induzida a baixar o aplicativo falso por meio de campanhas de phishing, mensagens via WhatsApp ou Telegram ou páginas fraudulentas que simulam instituições financeiras.

  2. Solicitação de aproximação do cartão: Ao abrir o app, o usuário é instruído a aproximar o cartão da parte traseira do celular sob o pretexto de “ativar proteção” ou “validar segurança”.

  3. Leitura dos dados via NFC: O malware captura informações armazenadas no chip, como:

    • Número do cartão (PAN)

    • Nome do titular

    • Data de validade

    • Dados técnicos do chip

  4. Captura da senha (PIN)O aplicativo solicita que o usuário digite a senha do cartão, alegando ser parte do processo de validação.

  5. Transmissão em tempo real ao criminosoEnquanto exibe uma tela de “processamento”, o app transmite os dados ao atacante, que pode utilizar essas informações imediatamente para transações fraudulentas.

Esse modelo elimina a necessidade de clonagem física tradicional, reduz riscos logísticos para o criminoso e acelera a monetização do golpe.

A conexão com o NFU Pay e o ecossistema MaaS

Segundo análise da empresa de cibersegurança ThreatFabric, o PhantomCard é uma versão customizada do software clandestino NFU Pay, vendido em fóruns underground.

Esse tipo de ferramenta funciona como um kit pronto, permitindo que criminosos comprem:

  • Infraestrutura de comando e controle

  • Código-fonte personalizável

  • Atualizações contínuas

  • Suporte técnico no submundo digital

O PhantomCard é comparável a outras soluções criminosas como SuperCardX e KingNFC.

Um detalhe revelador identificado no código foi a presença da palavra chinesa “baxi” (Brasil), indicando customização direcionada ao sistema financeiro brasileiro.

Alcance global e expansão do golpe

Embora adaptado para o Brasil, operadores do esquema divulgaram em canais do Telegram que a ferramenta seria “100% indetectável” e funcional também em:

  • Europa

  • América Latina

  • África

  • Estados Unidos

  • Japão

  • China

Esse padrão reforça uma tendência crítica: o crime cibernético está cada vez mais industrializado e globalizado, com distribuição em larga escala via canais abertos de mensageria.

O ator “Go1ano” atua como distribuidor, comercializando o malware publicamente, o que reduz barreiras de entrada para novos fraudadores.

Por que o PhantomCard representa uma evolução das fraudes NFC?

O PhantomCard é particularmente preocupante por três motivos estratégicos:

1️⃣ Explora tecnologia legítima

O NFC é amplamente utilizado para pagamentos por aproximação e autenticação digital. O ataque transforma uma funcionalidade legítima em vetor de fraude.

2️⃣ Combina técnica e engenharia social

O sucesso do golpe depende tanto da leitura técnica do chip quanto da manipulação psicológica da vítima.

3️⃣ Opera em tempo real

A transmissão instantânea reduz a janela de detecção e resposta por parte das instituições financeiras.

Impactos para instituições financeiras e empresas

Para bancos, fintechs e emissores de cartão, o PhantomCard amplia o risco operacional em diversas frentes:

  • Aumento de chargebacks

  • Perda de confiança do consumidor

  • Pressão regulatória

  • Necessidade de reforço em mecanismos antifraude

  • Desafios na detecção de transações NFC aparentemente legítimas

Além disso, o modelo MaaS acelera a proliferação de variantes, dificultando respostas reativas.

Como usuários podem se proteger

Embora o ataque seja sofisticado, medidas básicas reduzem significativamente o risco:

  • Não instalar aplicativos fora das lojas oficiais.

  • Desconfiar de apps que solicitam aproximação de cartão físico.

  • Nunca digitar a senha do cartão em aplicativos não bancários.

  • Manter o sistema operacional atualizado.

  • Ativar notificações em tempo real de transações.

Tendência: a profissionalização do crime NFC

O PhantomCard evidencia uma transformação estrutural no cibercrime financeiro:

  • Especialização de desenvolvedores de malware

  • Segmentação por país

  • Distribuição via Telegram

  • Suporte técnico clandestino

  • Modelo de assinatura

Esse ecossistema reduz drasticamente o nível técnico necessário para executar fraudes sofisticadas.

Conclusão

O PhantomCard não é apenas mais um malware bancário. Ele representa a convergência entre:

  • Engenharia social

  • Ataques de relé NFC

  • Modelo MaaS

  • Operação globalizada

Ao explorar a confiança do usuário e a popularização do pagamento por aproximação, o golpe amplia o risco para consumidores e instituições financeiras.

Mais do que um incidente isolado, trata-se de um indicativo claro de que o crime financeiro está evoluindo em velocidade superior à maturidade de defesa de muitos ecossistemas digitais.

A resposta exige monitoramento contínuo, inteligência de ameaças e atuação preventiva baseada em risco, não apenas reação a fraudes já consumadas.

Malware
23 de fev. de 2026
Segurança da Informação
13 de fev. de 2026
Constituição de Cibersegurança
05 de fev. de 2026
Segurança da Informação
28 de jan. de 2026
Governança & Tecnologia
16 de jan. de 2026
Golpes Digitais
14 de jan. de 2026
Segurança da Informação
12 de jan. de 2026
Constituição de Cibersegurança
08 de jan. de 2026
Produtividade
15 de dez. de 2025
Malware
08 de dez. de 2025
Leaks
03 de dez. de 2025
Segurança da Informação
25 de nov. de 2025
Ataques Hackers
19 de nov. de 2025
Segurança da Informação
18 de nov. de 2025
Ataques Hackers
17 de nov. de 2025
Governança & Tecnologia
14 de nov. de 2025
Segurança da Informação
13 de nov. de 2025
Governança & Tecnologia
11 de nov. de 2025
Governança & Tecnologia
05 de nov. de 2025
Boas Práticas
04 de nov. de 2025
Malware
03 de nov. de 2025
Governança & Tecnologia
30 de out. de 2025
Ataques Hackers
29 de out. de 2025
Leaks
28 de out. de 2025
Boas Práticas
27 de out. de 2025
Ataques Hackers
23 de out. de 2025
Ataques Hackers
20 de out. de 2025
Ataques Hackers
17 de out. de 2025
Malware
16 de out. de 2025
Ataques Hackers
15 de out. de 2025
Golpes Digitais
10 de out. de 2025
Segurança da Informação
07 de out. de 2025
Malware
02 de out. de 2025
Segurança da Informação
30 de set. de 2025
Constituição de Cibersegurança
29 de set. de 2025
Segurança da Informação
26 de set. de 2025
Malware
19 de set. de 2025
Ataques Hackers
18 de set. de 2025
Constituição de Cibersegurança
15 de set. de 2025
Malware
11 de set. de 2025
Segurança da Informação
09 de set. de 2025
Produtividade
01 de set. de 2025
Leaks
29 de ago. de 2025
Boas Práticas
27 de ago. de 2025
Golpes Digitais
25 de ago. de 2025
Segurança da Informação
18 de ago. de 2025
Malware
11 de ago. de 2025
Golpes Digitais
07 de ago. de 2025
Segurança da Informação
04 de ago. de 2025
Malware
31 de jul. de 2025
Produtividade
28 de jul. de 2025
Golpes Digitais
24 de jul. de 2025
Malware
21 de jul. de 2025
Malware
17 de jul. de 2025
Ataques Hackers
10 de jul. de 2025
Boas Práticas
07 de jul. de 2025
Boas Práticas
03 de jul. de 2025
Produtividade
30 de jun. de 2025
Constituição de Cibersegurança
26 de jun. de 2025
Leaks
23 de jun. de 2025
Leaks
16 de jun. de 2025
Malware
12 de jun. de 2025
Constituição de Cibersegurança
05 de jun. de 2025
Ataques Hackers
02 de jun. de 2025
Produtividade
29 de mai. de 2025
Segurança da Informação
26 de mai. de 2025
Segurança da Informação
22 de mai. de 2025
Constituição de Cibersegurança
19 de mai. de 2025
Segurança da Informação
14 de mai. de 2025
Segurança da Informação
08 de mai. de 2025
Golpes Digitais
06 de mai. de 2025
Constituição de Cibersegurança
02 de mai. de 2025
Ataques Hackers
28 de abr. de 2025
Constituição de Cibersegurança
24 de abr. de 2025
Golpes Digitais
22 de abr. de 2025
Golpes Digitais
14 de abr. de 2025
Ataques Hackers
21 de fev. de 2025
Ataques Hackers
18 de fev. de 2025
Segurança da Informação
04 de fev. de 2025
Constituição de Cibersegurança
28 de jan. de 2025
Segurança da Informação
23 de jan. de 2025
Ataques Hackers
16 de jan. de 2025
Constituição de Cibersegurança
14 de jan. de 2025
Constituição de Cibersegurança
19 de dez. de 2024
Segurança da Informação
17 de dez. de 2024
Segurança da Informação
10 de dez. de 2024
Malware
06 de dez. de 2024
Constituição de Cibersegurança
03 de dez. de 2024
Boas Práticas
26 de nov. de 2024
Boas Práticas
19 de nov. de 2024
Segurança da Informação
12 de nov. de 2024
Boas Práticas
05 de nov. de 2024
Segurança da Informação
31 de out. de 2024
Segurança da Informação
29 de out. de 2024
Constituição de Cibersegurança
10 de out. de 2024
Segurança da Informação
03 de out. de 2024